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Luisão - Vinte Títulos! (and counting...)

Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

INOVAR E GANHAR

























Trocámos um 9 por um 8 e saímos a ganhar! O sistema apresentado pelo mister em Guimarães foi uma inovação quase absoluta. Não foi a primeira vez que jogámos com três médios - este ano já o tínhamos feito nos dois jogos com o Manchester e com o Braga na Taça da Liga - mas foi a primeira vez com o Jonas como único avançado centro. (Se a memória não me falha, apenas tinha acontecido na Supertaça de 2015, o primeiro jogo oficial do Rui Vitória).

Como tudo na vida, esta opção tem vantagens e desvantagens. As primeiras foram evidentes na primeira parte e as segundas... na segunda. Gostei muito da nossa primeira parte. Tivemos muita posse de bola e criámos várias situações de perigo, beneficiando da mobilidade permanente do quinteto mais avançado. Nunca deixámos o Vitória pegar no jogo nem criar perigo. Fejsa, Krovinovic e Pizzi no centro. Diogo e Salvio nas alas. E o Jonas, em boa verdade, a fazer o mesmo tipo de movimentos que costuma fazer quando joga atrás do ponta-de-lança. Ora baixando para combinar com os médios, ora aparecendo nas alas arrastando a marcação. Por isso digo que trocámos um 9 (Seferovic) por um 8 (Krovinovic). 

No espaço deixado vazio pelo Pistolas apareciam à vez os extremos, o Krovinovic ou o Pizzi. As tarefas habitualmente desempenhadas por este no início de construção foram ontem divididas - e muito bem - pelo Krovi, entrando o transmontano mais vezes na segunda fase de construção, em zonas mais adiantadas. Resultou muito bem. Fizemos golo aos 22' numa jogada simples e bonita: passe longo (do Luisão?) para o André Almeida, tabela e abertura do Krovimodric de novo para o lateral e bom passe deste para o exímio Jonas encostar de pé esquerdo. 13 golos em 11 jogos na Liga. 9 consecutivos a marcar!

Ao contrário do que tem sucedido após abrirmos o marcador, continuámos no mesmo registo. Até ao intervalo os sinais de perigo continuaram a ser nossos, pelo Diogo e pelo Salvio. A segunda parte mostrou-nos a outra face deste sistema. Com menos posse de bola por causa da reacção dos vimaranenses, não conseguimos continuar a jogar em futebol apoiado. Foi então que sentimos falta da referência na frente para segurar ou esticar o jogo em momentos de aperto. Ao contrário do Raúl ou do Seferovic, o Jonas dificilmente consegue ganhar o confronto físico com os centrais e também não dá para explorar a profundidade.

Posições médias aos 54'.Fonte:Goalpoint
Este sistema pede muita posse de bola e muita mobilidade. Faltando o primeiro factor, o nosso único avançado tornou-se presa fácil. Conseguimos aguentar o ímpeto vitoriano, cedendo vários cantos até ao segundo golo, aos 76'. Krovinovic (dois passes para assistência), Jonas e grande trabalho do Samaris a aguentar uma carga e a finalizar com classe. Ganhámos capacidade de combate com a entrada do grego para o lugar do Pizzi (aos 64') e mantivemos a qualidade e o critério na construção pelo Krovinovic. Três minutos depois do segundo, tivemos direito ao golo do descanso marcado pelo Salvio, após passe do Diogo Gonçalves. O Toto foi sempre um quebra-cabeças para os adversários e mereceu o golo pelo muito que lutou, ainda que nem sempre tenha tomado a melhor decisão. E que belo golo, um chapéu curto telecomandado para a baliza!


Uma intercepção infeliz do Cervi e um remate do Rafel Martins entre as pernas do Luisão não permitiram que o Svilar mantivesse a baliza a zeros, e aos 86' sofremos o 3-1. O Svilar teve várias boas intervenções e uma saída precipitada que lhe valeu um amarelo.

A precipitação na saída vai acontecer mais vezes, é o preço a pagar por termos um guarda-redes que dá um enorme respaldo à defesa e lhe permite o adiantamento. Com o tempo, vai melhorar a leitura dos lances e a decisão sobre a saída; que aprenda rapidamente e erre apenas uma vez em cada cinquenta ou em cada cem.



O árbitro ainda teve tempo para ver um penalti do André Almeida, felizmente não convertido, depois de não ter assinalado um sobre o Salvio. Isto para além do fora-de-jogo mal assinalado ao Jonas na cara do GR. 

Boa atitude, boa exibição e terceira vitória consecutiva na Liga! Podíamos ter ganho mais pontos aos rivais se os árbitros não tivessem voltado a ajudá-los. Mas isto vai-se compor! 


                               ficha do jogo (aqui)

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

We could be heroes...

























Só por um dia... podíamos ter sido heróis no Teatro dos Sonhos! 

Faltaram-nos algumas coisas para trazermos pelo menos o empate de Manchester. Faltou-nos algum controlo e faltou-nos algum acerto. Faltou também um árbitro com uniformidade de critérios e faltou-nos sorte. A bola deles vai ao poste e entra, a nossa vai ao poste e sai. O nosso guarda-redes defende um penalti, tem mais uma série de excelentes intervenções, e depois é apunhalado pelas costas.

O que não nos faltou foi atitude! Os nossos jogadores acreditaram sempre e deram tudo até ao fim. Conseguimos dividir o jogo com o melhor Manchester dos últimos anos e criar-lhes sérias dificuldades, muito mais do que na Luz. Eles foram superiores no pragmatismo e na exploração dos nossos pontos fracos.

Concordo com a abordagem ao jogo, em 4-1-4-1, num bloco compacto, não muito baixo. Conseguimos conter o jogo interior do Manchester e forçá-los a jogar por fora ou em lançamentos longos, quase sempre bem controlados pela dupla de centrais (bom regresso, Jardel!) e pelo Svilar. Conseguimos sair com critério e tivemos muitas aproximações à área deles, mas só em remates de longe criámos grande perigo. Valente Diogo!




E depois aconteceram os lances cruciais que ditaram o resultado: o penalti não assinalado sobre o Pizzi; o remate do Matic que o Svilar não consegue desviar do poste e lhe bate nas costas; o remate do Raúl ao poste; e o penalti do Samaris na auto-estrada aberta pelo Douglas. 

Foi pena, mas não foi aqui nem na jornada anterior que comprometemos o objectivo Oitavos-de-Final. Pelo contrário, deste jogo podemos e devemos retirar alento para os próximos, começando já no domingo em Guimarães. O impressionante apoio dos nossos adeptos durante todo o jogo e a comunhão com a equipa no final são o caminho a seguir! Com esta atitude e união voltaremos a ganhar habitualmente!






















(ficha do jogo, aqui)


ALGUMAS APRECIAÇÕES INDIVIDUAIS

Talvez pudesse ter feito um bocadinho melhor no remate do Matic, mas o Svilar não merecia aquele azar. De resto, esteve muitíssimo bem no controlo da profundidade, entre os postes e nas 'manchas'. Foi mais uma etapa que lhe deu experiência e o torna mais forte.






É uma pena, o Douglas. Com a bola nos pés no meio-campo adversário até se torna um jogador interessante. Consegue criar desequilíbrios graças aos seus recursos técnicos e imprevisibilidade. Quando melhorar o entrosamento com os colegas, podemos tirar mais partido dos seus movimentos interiores. 
Mas a defender é... quase cómico. Logo pela forma como coloca o corpo em relação ao adversário se percebe que vai ser 'comido'. São erros básicos, de formação, virtualmente impossíveis de corrigir aos 27 anos. 

Do Rúben Dias, já basta dizermos que esteve ao seu nível habitual para dizermos que fez uma grande exibição! O Jardel também esteve bem. O Samaris teve muito trabalho, ajudou imenso a fechar o flanco direito, cometeu alguns erros forçados. Quem voltou a cometer imensos erros não-forçados foi o Pizzi, que tarda em reencontrar-se. O Salvio e o Raúl lutaram até à exaustão e foram sempre um incómodo para a defesa contrária. O Diogo Gonçalves foi o nosso melhor jogador e podia ter sido o Rei da noite.

Por falar nisso, fiquemos com o excelente tema do Bowie que inspirou o título desta crónica.


sábado, 28 de outubro de 2017

SOFRIDA

























Gostava muito de poder dizer que apesar de termos ganho por apenas 1-0 tivemos sempre o controlo do jogo e não concedemos oportunidades ao adversário. Mas não posso. Entrámos bem, muito bem até, e fizemos uns primeiros dez minutos de muita qualidade. Segurança na posse de bola, boa circulação e vários ataques perigosos, sobretudo pela esquerda. 

O golo, já esperado e merecido, surgiu aos 11' pelo inevitável Jonas. E depois do golo, o apagão do costume. Mas porquê, meu Deus, porquê?! (eu nem acredito em Deus, mas em alturas de desespero uma pessoa recorre a tudo...) Fiquei animado quando vi o Capitão pegar na bola e correr com ela até ao meio campo assim que marcámos o golo. Como quem diz: "Não se passa nada, faz de conta que sofremos um golo e temos que marcar dois já de seguida!" Infelizmente, esta atitude não contagiou o resto da equipa e poucos minutos depois lá tínhamos um Benfica encolhido e desconfiado de si próprio. 

Eu não acredito que estes apagões a seguir aos golos resultem de uma alteração estratégica imposta pelo mister. Seria demasiado estúpido e o Rui Vitória já provou que é um treinador inteligente. Também não é por falta de qualidade dos jogadores, pois eles são capazes de jogar bem, como se vê nos períodos anteriores à obtenção do primeiro golo em cada jogo. Sobra uma possibilidade - alguma questão do foro psicológico ou emocional, que esteja a condicionar a confiança da equipa?

Se for esse o caso, a solução é "simples". É ganhar e continuar a ganhar. Se conseguirmos várias vitórias consecutivas, mesmo sem brilhantismo como ontem, a confiança será recuperada e a qualidade de jogo acompanhará essa tendência. Neste sentido, achei muito bem que o Rui Vitória tivesse repetido o Onze do jogo anterior. A equipa precisa da estabilidade que pode ser dada por essa continuidade. Não vem nada a calhar o jogo em Manchester, na terça-feira, ainda por cima sem o Luisão.





Por falar em Luisão, temos que nos agarrar às coisas boas que nos aconteceram nas últimas semanas e a principal é que está definida a dupla de centrais do Benfica 2017/2018. O Capitão e o futuro capitão têm demonstrado muita segurança e não é por eles que temos sofrido tanto. O problema é a quantidade de vezes que todos os adversários conseguem chegar à nossa área. O Rúben já não é uma promessa, é uma certeza. Sempre acreditei neste rapaz mas estou agradavelmente surpreendido pela evolução técnica que tem demonstrado. Ontem, até com o pé esquerdo mostrou bom domínio de bola e fez bons passes.



Também melhorámos na baliza com a aposta definitiva, ainda que prematura, no Svilar. O Bruno Varela não tem nem terá a qualidade necessária para as redes do Glorioso e o Júlio César já não é Imperador. O nosso Preud'homenzinho acaba por ser lançado às feras mais cedo do que seria aconselhável. Temos de estar preparados para continuar a apoiá-lo quando ele voltar a falhar, o que acontecerá inevitavelmente. Mas as suas características, nomeadamente a velocidade com que sai dos postes, são fundamentais para o nosso jogo.


Outras notas individuais:

O Grimaldo tem tido desempenhos muito irregulares. Perde muitas bolas em zonas proibidas e é ultrapassado com muita facilidade. Não basta ser uma mais-valia a atacar, tem de melhorar a consistência defensiva.

O André Almeida é claramente curto para as nossas necessidades, sobretudo a atacar. É fundamental que o Douglas atine no processo defensivo ou corremos o risco de ter dois laterais-direitos incompletos: um não sabe atacar e o outro não sabe defender!

O Fejsa poderá estar a ser vítima da apatia geral que tantas vezes se apodera da equipa, mas ontem pareceu-me muito abaixo do seu normal. Que volte rapidamente o monstro omnipresente!

O Diogo Gonçalves possui recursos diferenciados que nos serão muito úteis. Quer jogue na esquerda ou na direita, não se limita aos movimentos habituais do típico extremo (tipo Salvio ou Cervi). Alia a imprevisibilidade à qualidade técnica e consegue jogar por dentro, criando outras dificuldades aos adversários. Precisa de melhorar o cruzamento com o pé esquerdo.


                                ficha do jogo (aqui)


E pronto, esta já está. Agora é fazer o melhor possível em Old Trafford e depois voltar com força para conseguirmos a terceira vitória consecutiva no campeonato!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

REQUISITOS CUMPRIDOS



























Na fase em que nos encontramos o que é preciso é ganhar e depois ganhar e a seguir voltar a ganhar. Se alcançarmos uma série de vitórias consecutivas no campeonato, a melhoria da qualidade de jogo surgirá naturalmente, assente no aumento da confiança gerada pelos resultados. Ontem na Vila das Aves cumprimos os requisitos e obtivemos uma vitória incontestável, que só não alcançou números mais simpáticos porque o sr. Quim (quase 42 anos!) não deixou.

A grande novidade no Onze foi a há muito justificada ausência do Pizzi. A sua qualidade não está em causa, mas o seu rendimento tem sido paupérrimo. Esteve bem o Filipe Augusto, claramente mais talhado para 8 do que para 6. Ajudou bastante o Fejsa na luta pela posse de bola e estabeleceu boa ligação entre os sectores, como compete a quem ali joga. Aparentemente fica um pouco aquém do necessário em termos de criatividade, mas estou em crer que se tiver a oportunidade de jogar vários jogos seguidos aumentará a sua auto-confiança e vê-lo-emos a arriscar mais na condução e nos passes de ruptura. Aliás, tem no passe médio e longo qualidades que o distinguem. 




Também merece referência a permanência do Diogo Gonçalves no Onze. Partindo da esquerda, surgiu várias vezes no espaço 10 a ensaiar o seu forte remate ou a combinar com os avançados. Foi numa dessas jogadas que sofreu o penalti que dá o primeiro golo, aos 29', pelo Jonas. Justificava-se a nossa vantagem nesta altura pois já tínhamos criado uma mão-cheia de situações de golo iminente por oposição a apenas uma do Aves (boa defesa do Svilar, demonstrando bons reflexos).

Voltámos a acusar o "stress-pós-golo-marcado" e os últimos quinze minutos da primeira parte foram a nossa pior fase no jogo. Não só não conseguimos manter a sucessão de ataques em busca do segundo golo, como, pior do que isso, permitimos muitas aproximações à nossa baliza.

Fez-nos bem o intervalo e voltámos a entrar por cima na segunda parte. Remate do Jonas com ressalto no Seferovic, bom esforço do Salvio e regresso do suíço aos golos, fazendo o 2-0 aos 50'. O Aves arriscou mais, ainda que sem criar grande perigo, e o jogo ficou mais partido. Tínhamos agora mais espaço para aproveitar em transições e ataques rápidos. Criámos várias situações para aumentar a vantagem e matar o jogo, mas o Quim foi adiando o terceiro. Acabamos por sofrer nós o 2-1, num canto - mais um - em que o Seferovic não atacou a bola e o Svilar não chega a tempo ao primeiro poste. 

Reagimos bem ao golo e voltámos à carga. O Pizzi, entretanto chamado para o lugar do Salvio, é rasteirado na área e o penalti é devidamente assinalado pelo árbitro e devidamente convertido pelo Jonas. No início da jogada, à saída do nosso meio-campo, o Jonas terá cometido uma falta que não foi assinalada - este não era um lance para o video-árbitro, de acordo com o protocolo em vigor. Aos 83', o Seferovic foi derrubado sem bola na área adversária. Terá ficado por assinalar o respectivo penalti - este sim, era lance para o video-árbitro, que, por falha técnica, tinha perdido a comunicação com o árbitro principal. Seria um abuso assinalarem três penaltis a favor do Benfica num só jogo!

De positivo fica o resultado e não só. A afirmação clara do Rúben Dias no eixo da defesa, o jogo bem conseguido do Filipe Augusto, a boa primeira parte do Diogo Gonçalves, o regresso do Seferovic aos golos e o bis do Jonas. 

Agora é continuar! Sexta-feira há mais!

                                ficha do jogo (aqui)

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

BOM COMPORTAMENTO





















Não foi a derrota de ontem que nos tirou quase definitivamente dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Foram as derrotas nas duas primeiras jornadas, que antecediam o duplo confronto com o Manchester United, que tornaram quase impossível o feito de conseguirmos esse apuramento pelo terceiro ano consecutivo. A vitória do Basileia na Rússia liquidou a esperança que ainda podíamos acalentar. Se russos e suíços empatassem os dois jogos entre si, até podíamos conseguir o apuramento perdendo os dois jogos com o Man.Utd., somando seis pontos nas duas últimas jornadas...

Posto isto, resta-nos agora fazer o possível para deixarmos melhor imagem ganhando na Rússia e em casa ao Basileia e, quem sabe, conseguir ainda o apuramento para a Liga Europa.

Nunca uma derrota do Benfica me causará outro sentimento que não tristeza ou frustração. Mesmo contra equipas teoricamente mais fortes e efectivamente mais ricas. Não obstante, retiro do jogo de ontem alguns aspectos positivos que nos deverão servir de base para o futuro imediato. Desde logo, a postura geral da equipa em termos de concentração, rigor e entrega. Irrepreensível! 

Jogámos em 4-1-4-1 com um bloco compacto, como se exigia. Conseguimos bloquear quase todos os caminhos para a nossa baliza e concedemos pouquíssimas oportunidades claras ao melhor Manchester dos últimos anos. Certo que eles também não arriscaram muito, o empate servia-lhes bem. O preço a pagar por esta concentração defensiva foi a pouca acutilância ofensiva. Apenas em jogo directo ou através de iniciativas individuais conseguíamos chegar lá à frente, sem causar grande perigo. O resultado mais condizente com o jogo jogado seria um empate a zeros.


RÚBEN - Já de cabeça ligada. Faz-vos lembrar alguém?

Em termos individuais, vários jogadores marcaram pontos e justificaram a aposta do mister.
O maior destaque vai para o jogo quase perfeito do Rúben Dias. Sólido, concentrado e arrojado. Temos central! Também o Diogo Gonçalves merece uma referência positiva pela irreverência e energia que meteu em todas as suas acções. O Filipe Augusto fez um grande jogo. Inteligente a ocupar os espaços, decidido nos duelos e lúcido nos passes. 


Se fosse o Baía não era golo...

O erro infantil cometido pelo Svilar apenas o tornou um guarda-redes mais forte e mais experiente. Certamente não o repetirá. Em todas as restantes situações mostrou porque é apontado como um prodígio das balizas. Esteve muito bem o mister ao assegurar desde já a titularidade do nosso Preud'homenzinho no próximo Domingo. Mais dois ou três franguitos (temos que ter paciência) e temos ali um novo KEEPER ao nível de Oblak ou Ederson.

Ainda em termos individuais, mas agora pela negativa. O Pizzi está uma sombra do jogador que é. Falha imensos passes simples e ainda por cima começa a desatinar com os colegas. Precisa urgentemente de dois ou três jogos no banco para recuperar a forma física e a humildade. O Rui Vitória tem de perceber isso, até mesmo para proteger o jogador. Este ano temos alternativas viáveis - principalmente Krovinovic, mas também Filipe Augusto ou Chrien - que precisam apenas de uma aposta continuada para comprovarem o seu valor.

Meio positivo, meio negativo - o Douglas. Consegue realmente criar desequilíbrios a atacar. O pior é que também os provoca a defender.

Agora, é essencial transportarmos esta atitude para os próximos jogos. Se assim for, certamente voltaremos a ganhar a maioria dos jogos como de costume. Nas provas nacionais não enfrentaremos monstros como o Matic e o Lindelof...



domingo, 15 de outubro de 2017

NASCEU UMA ESTRELA!























E logo aos dois minutos do seu jogo de estreia, o mais jovem guarda-redes da história do Benfica mostrou o seu valor! Rapidíssimo a sair aos pés dum adversário que entrava isolado na área,  deixou o seu cartão de visita: "Olá! Eu sou o Svilar e esta merda é toda minha. Na grande área quem manda sou eu!"

Não teve muitas intervenções, mas em todas mostrou características de guarda-redes de topo. Facilidade a desfazer cruzamentos, rapidez a sair da baliza, concentração, frieza, coragem e confiança. Nestes noventa minutos o Svilar mostrou estar num nível de qualidade a que o Bruno Varela nunca chegará na sua vida e mostrou estar numa forma a que provavelmente o Júlio César não voltará. Para mim, já é ele o número Um, e não é só na camisola - titular já!





Também o Gabriel merece um destaque pelo golo que marcou, verdadeira obra de arte só ao alcance dos predestinados. Que seja o primeiro de muitos!




Para além do Svilar, estreou-se também o Douglas que parece comprovar o que se esperava, pelo melhor e pelo pior. Ou seja, típico lateral ofensivo...fraquito a defender. Mostrou qualidade na recepção, na progressão com bola e nos cruzamentos. Poderá ser útil a criar desequilíbrios ofensivos, mas a defender deixa muito a desejar. Foi confrangedor ver a facilidade com que era ultrapassado e "fugia" do adversário directo, deixando-o para o Luisão. Preocupa-me muito que seja ele o titular frente ao Manchester. Talvez optasse pelo Lisandro ou pelo Salvio...


Em relação ao jogo em si, enfim... digamos que não foi uma demonstração de força do Tetracampeão perante uma equipa do terceiro escalão. Foi um jogo de Taça e passámos à próxima eliminatória.



                                Ficha do jogo (aqui)
                               



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Reflexões de um Benfiquista preocupado mas não derrotado





O Benfica tem um plantel composto por excelentes jogadores com provas dadas. 
O plantel actual do Benfica soma 51 títulos de campeão nacional e um sem número de taças.

O nosso treinador conquistou os dois campeonatos que disputou ao serviço do Benfica. 
No primeiro, até bateu o recorde nacional de pontos.
O nosso treinador conquistou 6 dos 9 títulos nacionais que disputou ao serviço do Benfica.
O nosso treinador conseguiu dois apuramentos consecutivos na fase de grupos da Liga dos Campeões (feito inédito no nosso Clube) e alcançou uma vez os Quartos-de-Final. De resto, nesta eliminatória, frente ao poderoso Bayern de Munique, perdemos por um resultado agregado de 3-2 e deixámos uma bela imagem, que mereceu rasgados e sinceros elogios do mestre Guardiola.

O nosso treinador já provou por mais de uma vez que tem estaleca para enfrentar as maiores adversidades. Recordemos a campanha porca movida pelo Sporting e pelo seu treinador na sua época de estreia ao serviço do Glorioso. Recordemos a campanha porca movida pelo Porto e pelo Sporting na última época e o efeito que teve nos árbitros, condicionando-os contra nós. Recordemos ainda a terrível onda de lesões que afastou muitos dos principais jogadores durante muito tempo na época transacta. 

Para todas as dificuldades com que se deparou até agora, o nosso treinador conseguiu sempre encontrar as soluções e acabou por sair a ganhar.

Será isto o suficiente para ficarmos descansados e assumirmos que, mais uma vez, voltaremos a ganhar, contra tudo e contra todos? De modo algum! Seria o primeiro passo para o fracasso se assim pensássemos. 

Mas também seria tremendamente injusto não reconhecermos o valor provado e comprovado daqueles que nos deram tantas alegrias nos últimos dois anos. Seria uma demonstração de fraca fé e fraco Benfiquismo deitarmos agora a toalha ao chão.

É inegável que, por alguma razão (ou razões) que não consigo descortinar, temos apresentado uma assustadora irregularidade  exibicional nestes primeiros dois meses de competição. E coloco o ênfase em IRREGULARIDADE, pois já fizemos jogos a muito bom nível esta época. 

Ao contrário do que é infelizmente tão comum nestas situações, não alinho em discursos de bota-abaixo, em que nada presta, nada se aproveita. Pelo contrário, se conseguirmos ter em quase todos jogos o Benfica que tivemos na Supertaça e na Liga frente ao Braga, Chaves, Belenenses e Paços de Ferreira teremos o regresso à normalidade. A normalidade que nos permite vencer cerca de 80% dos jogos que disputamos. A normalidade que nos permitirá ser Pentacampeões!

Urge, pois, identificar as causas deste "transtorno dissociativo de identidade" que tem afectado a equipa, eliminá-las e retomar o trilho das vitórias. Esta é a tarefa que cabe agora ao mister Rui Vitória. Terá de ser ele o protagonista da mudança, seja através da acção psicológica, discursiva, estratégica ou táctica. Ou todas em conjunto.

Independentemente da perda de qualidade em duas/três posições continuamos a ter o melhor plantel nacional. Seguramente muito melhor do que dispõem as equipas que nos têm causado os recentes embaraços. Não faz sentido que sejamos nós os primeiros a desvalorizar aquilo que temos. Ainda estamos muito a tempo de recuperar os pontos perdidos na Liga, assim o mister descubra novamente o caminho do sucesso. Eu acredito!

Força BENFICA!!





segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Que a pausa nos faça bom proveito!

























Desperdiçámos uma excelente oportunidade para reduzir a distância para os dois primeiros, amenizando em grande medida o mau início de época que estamos a viver. Seria completamente diferente retomarmos o campeonato após a paragem a três pontos do primeiro e a um do segundo. Seria quase como começar de novo, praticamente empatados.

Não podíamos ter começado melhor no batatal dos Barreiros, com aquele golão do Jonas logo aos 2'. Ou então... foi o pior que nos podia ter acontecido. Pelos vistos, marcar um golo cedo leva a equipa a encolher-se e a procurar gerir a vantagem até ao fim! Não posso acreditar que isto seja uma opção estratégica definida pelo treinador. Será um reflexo da falta de confiança? Ou pior ainda, será excesso de confiança?

                               Ficha do jogo (aqui)

Faz-me imensa confusão não conseguir perceber o que se está a passar para apresentarmos desempenhos tão pobres como temos visto. Ontem na Madeira, verdade seja dita, notei a equipa mais empenhada e mais combativa do que acontecera na Suíça. Mas a falta de qualidade no nosso jogo é confrangedora. A falta de confiança que os jogadores demonstram, a falta de criatividade e a falta de segurança mesmo em acções simples, são deveras preocupantes.

Se se tratasse de jogadores desconhecidos ou sem provas dadas, diríamos simplesmente que não tinham qualidade. Mas não é o caso! Sabemos bem o valor que têm, quer individual quer colectivamente, pelo que não se percebe o que está a acontecer.

É obrigatório que o Rui Vitória tenha a lucidez para identificar as causas de tantos apagões e que tenha a coragem para efectuar as mudanças necessárias.

Percebo, mesmo não concordando, que tenha mantido a mesma equipa que foi goleada pelo Basileia (apenas trocou o Zivko pelo Salvio), no sentido de mostrar que confia nos jogadores e que sabe que eles são capazes de fazer muito melhor. Tirar três ou quatro desses jogadores do Onze no jogo com o Marítimo seria como que acusá-los pela derrota, e o problema é muito mais colectivo do que individual. 

Não obstante, há jogadores que estão claramente muitos furos abaixo do seu real valor e/ou do mínimo exigível para o Benfica. Nomeadamente o Pizzi, está uma sombra do que vale e nem os passes curtos lhe saem bem. Tem de ser encostado, ou à direita ou ao banco. O Jardel está muito longe da forma necessária. Por que não manter a aposta no Rúben Dias? O André Almeida manifestamente não consegue cumprir metade da função que se exige a um lateral do Benfica, a componente ofensiva. Para quando a estreia do Douglas, para se ver o que vale? Mesmo o Jonas, apesar dos golos, não está a conseguir ter a influência habitual nas combinações de ataque. Não será altura de experimentar outra dupla atacante de início, entrando o Pistolas na segunda parte, fresco e com mais espaço entre linhas? Ou então adoptar outro sistema, com três médios e apenas um ponta-de-lança?

Levar longe de mais a insistência no mesmo modelo e nos mesmos jogadores poderá ter um efeito arrasador, quer nas nossas aspirações na época, quer no capital de afecto que estes elementos ainda têm junto dos adeptos. 

Por norma, não gostamos nada destas pausas no campeonato, mas pode ser que esta nos seja benéfica. Que sirva para recuperar física e emocionalmente alguns jogadores, para ensaiar modelos alternativos ou testar novas soluções individuais. Que nos faça bom proveito!





quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Dr. Jekyll e Mr. Hyde








Os cinco jogadores que correram mais no jogo de ontem são todos do Basileia! Por norma, ligo pouco às estatísticas, pois considero a análise qualitativa muito mais relevante que a quantitativa. Mas quando num jogo de Liga dos Campeões os cinco jogadores que correm mais quilómetros pertencem todos à mesma equipa é sinal de uma enorme diferença na atitude e empenho dos intervenientes.

Numa altura em que parecia que estávamos a retomar o trilho das boas exibições, eis que o Benfica 2017/2018 volta a mostrar a sua face mais negra. A obra de terror de Robert Louis Stevenson - Dr. Jekyll e Mr. Hyde - ilustra bem o que temos observado ao longo dos primeiros dois meses desta época.

Gostei bastante do Benfica que tivemos nos jogos com o Vitória de Guimarães, Braga (na Liga), Chaves, Belenenses e Paços de Ferreira. Foi o nosso Dr. Jekyll, culto e equilibrado. Detestei o Benfica que tivemos com o Portimonense, CSKA, Boavista e Basileia - o horrendo Mr. Hyde! Entre estes dois extremos, ainda que muito abaixo do exigível, tivemos os jogos com o Rio Ave e o Braga (Taça da Liga).


                               Ficha do jogo (aqui)

Perante um jogo tão miserável frente a uma equipa banalíssima não há análise táctica ou técnica, individual ou colectiva, que nos ajude a perceber o que aconteceu. Não vale a pena individualizar culpados quando todos jogaram tão abaixo do que sabemos serem capazes. Tampouco é caso para exigir que rolem cabeças, pois se foi com estes - essencialmente com estes - que chegámos ao inéditoTetracampeonato, também será com estes que vamos dar a volta por cima e chegar ao Penta. Eu acredito!

É inegável que algo de errado se passa. O quê, não sei. Mas é urgente que quem de direito identifique o que é que está a obstruir o rendimento da equipa e tome as necessárias medidas correctivas. O nosso apuramento na fase de grupos da Liga dos Campeões ficou muito complicado, mas não é impossível. O Campeonato está completamente em aberto e não são os cinco pontos de atraso nesta fase que me preocupam. Preocupante é a gritante irregularidade exibicional a que temos assistido.

É imperativo que sejam feitas alterações que conduzam à melhoria do desempenho da equipa e que permitam uma estabilização exibicional num nível mais elevado. Como referi num artigo anterior, não espero que o Benfica jogue sempre bem, mas o patamar mínimo tem de ser muito superior ao que vimos nos piores jogos até agora. 

Longe de procurar bodes expiatórios, proponho que o Pizzi e o Jonas comecem o próximo jogo no banco. São dois jogadores essenciais na nossa manobra ofensiva que se encontram claramente em sub-rendimento (apesar do Jonas apresentar um bom registo de golos). Os colegas, quase instintivamente, procuram-nos sempre, mesmo que eles não estejam bem posicionados, mesmo que não estejam inspirados. É preciso descobrir um caminho alternativo e, neste momento, esse caminho terá de passar por outros protagonistas. Do Rui Vitória, espero a lucidez e a coragem para proceder às mudanças necessárias.

Quanto a nós, adeptos, também temos de estar à altura do momento. Temos de exigir mas sem desunir. Temos de acreditar e continuar a apoiar!


BENFICA SEMPRE!!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

ORA AÍ ESTÁ!

























E ao sétimo dia, descansámos. Quer dizer, à sétima jornada voltámos a ter o Benfica a que nos habituámos! Decidido, dinâmico e esclarecido. Construímos dezenas de ataques prometedores, criámos uma dúzia de oportunidades claras, mandámos três aos ferros e fizemos dois golos. Tão importante como isso, foi não termos concedido ocasiões ao adversário. Se tivermos que apontar alguma coisa, só mesmo a falta de afinação na finalização, que nos impediu de alcançar uma goleada das antigas. Bem vistas as coisas, este foi um jogo muito similar ao Benfica 5 - Belenenses 0 (em Máquina Infernal) da terceira jornada.

Em termos colectivos, apraz-me registar que voltámos a ter aquilo que é indispensável e que tinha faltado nos jogos anteriores: uma equipa ligada, a jogar o mesmo jogo do princípio ao fim. Esta ligação manifestou-se em situações como:

- facilidade e fluidez no início de construção;
- rapidez e acerto nas variações de flanco;
- reação imediata à perda de bola (leia-se Fejsa);
- lucidez a lançar as segundas vagas de ataque.

Em termos individuais, tivemos grandes exibições do Cervi, do Zivkovic e do Fejsa. Para além destes, fico cada vez mais com a ideia que temos em Rúben Dias uma sólida solução para uma das quatro questões que considero cruciais para o nosso sucesso esta época (ver: mercado fechado, questões em aberto). Há bastante tempo que reconheço no Rúben características fundamentais num central, como concentração, posicionamento e grande atitude competitiva. O que me surpreende pela positiva é a rápida evolução que demonstra em termos técnicos na relação com a bola - melhorou imenso nos últimos meses.

Zivkovic - a crescer e a confirmar as expectativas

Foi essencialmente um jogo de sentido único, com o Júlio César a desempenhar o papel de espectador atento. Na primeira meia-hora fomos mesmo avassaladores e podíamos facilmente ter chegado a uma vantagem muito confortável. O Paços apresentou-se com linhas juntas, ainda que não muito baixas - era a nossa acção que os obrigava a recuar para junto da área. Colocava muitos jogadores na zona de pressão, mas nós conseguíamos variar o flanco rapidamente e beneficiar de espaço para atacar pelo corredor contrário. Destaco aqui belos passes longos do Luisão para o André Almeida, do Fejsa e do Pizzi para o Zivko.

Mesmo nos curtos períodos em que não tínhamos a posse de bola, conseguimos sempre condicionar o jogo do Paços e só me lembro de ter apanhado um susto, naquele canto aos 46', cabeceado ao primeiro poste e que saiu a rasar a trave.



É evidente a melhoria registada neste jogo que marca o regresso do Fejsa. Não é novidade para ninguém a influência do Campeoníssimo em toda a manobra da nossa equipa. Não é só pelo que destrói, mas também pelo que permite construir. Este terá sido o factor mais visível e que mais contribuiu para tão grande melhoria. Ainda assim, penso que não seja o único. Noto com muito agrado a evolução do Rúben Dias e o crescimento do Zivkovic. Também o Cervi voltou enérgico como sempre e talvez mais esclarecido que o habitual.

Na antevisão deste jogo dizíamos que estava na hora de virar a página e assim fizemos. Agora, temos de ir à Suíça e abrir o livro!

                               Ficha do jogo (aqui)


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

VIRAR A PÁGINA





Pronto! Já demos o primeiro milho aos pardais, agora temos que tratar da alimentação da águia. Pela primeira vez em muito tempo, temos o departamento médico desanuviado. Que seja o momento de virar a página e iniciar um ciclo de vitórias!

Proponho este Onze para amanhã:



Na segunda parte, se for possível, é tirar o Pizzi, passar o Zivko para a direita e meter o Cervi na esquerda. Tirar o Jonas e meter o Gabriel.

Acredito que vamos jogar melhor e encetar a recuperação. Nas bancadas, temos de fazer a nossa parte. Porque juntos somos mesmo mais fortes!

CARREGA BENFICA!!


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Sinais de retoma




O resultado foi mau e a exibição ainda não foi boa, mas... notei alguns sinais animadores no Benfica 1 - Braga 1, de ontem à noite. Vi uma equipa mais ligada e mais consciente do que tem a fazer. Vi novas soluções colectivas e individuais que nos serão muito úteis. Voltei a ver uma equipa unida em busca dum objectivo comum. 

Nem tudo foram rosas, obviamente. Ainda se nota alguma falta de confiança, o estado emocional da equipa não é o melhor. E é aqui que nós entramos na equação. Nós, adeptos, temos a obrigação moral de ajudar a equipa a ultrapassar esta fase negativa. Temos de injectar confiança e mostrar que acreditamos nos nossos jogadores! Foram eles que nos deram o Tetra e só eles nos poderão dar o Penta. Este é o momento de fazermos a balança pender para o nosso lado - juntos somos muito mais fortes!

Para além de estreias e regressos, o jogo de ontem mostrou-nos um Benfica num sistema diferente do habitual, em 4-2-3-1. Samaris e Filipe Augusto em duplo-pivot, Krovinovic a 10, Gabriel pela direita e Rafa pela esquerda. Raúl a fazer toda a frente de ataque. Gosto! É um plano B muito interessante que poderá ser utilizado quando o Jonas não for titular. Com o Pistolas, é "obrigatório" mantermos o 4-4-2.


AS ESTREIAS
A estreia absoluta do Krovinovic confirmou que se trata de um jogador de técnica refinada, inteligente e trabalhador. Será uma questão de tempo (pouco, espero) para ganhar mais entrosamento com os colegas e um lugar na equipa. O Pizzi poderá voltar à direita.

O Rúben Dias - estreia na Luz - comprova ser um jogador com forte mentalidade e enorme potencial. Para mim, já é o terceiro central e até poderá manter a titularidade.
O Gabriel - estreia a titular - também deu boas indicações, pena que o golo marcado não tenha contado. É rápido, tem bom toque e preocupa-se em jogar para a equipa. Ainda que tenha sido pouco utilizado no Inter, nota-se que a experiência no futebol italiano lhe fez bem.


OS REGRESSOS
É completamente diferente termos o Júlio César na baliza! Pela facilidade de saída, pela segurança que transmite aos colegas da defesa (e a todos nós). É incomparavelmente melhor. Espero bem que isto também seja claro para o Rui Vitória.

O Jardel - já sabemos - é o nosso central mais rápido e que dá mais profundidade à defesa. No golo sofrido, fico com a ideia que podia ter feito melhor. No golo marcado, foi determinante. Mais dois joguitos e teremos o nosso guerreiro de novo em forma.
Também de regresso à titularidade, tivemos boas exibições do Eliseu e do Rául, com mais um golo. 


Gostei dos primeiros vinte minutos, terão sido do melhor que fizemos nestes últimos jogos. Pressão forte, com as linhas subidas, boas iniciativas a explorar os flancos (mais pela direita, com o Gabriel), recuperação rápida da bola e boa circulação. Agora é preciso é prolongar o tempo de jogo com esta dinâmica. Globalmente, primeira parte aceitável, se bem que na segunda metade permitimos muitas aproximações do Braga à nossa área.

A entrada na segunda parte também não foi má e podíamos ter feito o 2-0, no lance do Gabriel aos 51'. Mas, com o passar do tempo e em vantagem mínima, os fantasmas recentes foram-se apoderando da equipa. O Braga, com mérito próprio e com a ajuda do árbitro, criava algum perigo sobretudo em lances de bola parada. Os nossos voltaram a acusar muito nervosismo e falta de confiança, cometendo erros mesmo em situações simples. 


É nestas alturas que nós temos de entrar em campo e dar o nosso contributo. A qualidade está lá, a vontade está lá. Falta o nosso colinho!

Acabámos por sofrer (mais) um golo de bola parada, em mais uma lamentável prova da lei de Murphy, num jogo em que me parece que o resultado mais justo seria 1-0 a nosso favor. Arbitragem manhosa, com gritante dualidade de critérios em nosso prejuízo. Admito que o lance do golo do Gabriel era difícil de ajuizar, e já se sabe o que dizem as regras...em caso de dúvida, é contra o Benfica!




Agora, é preciso confirmar os sinais de retoma e voltar às vitórias no jogo da Liga.
Sábado, todos à Luz! Só juntos podemos vencer!